Não somos um lugar de respostas, nem um caminho já traçado. Somos travessia. Um espaço onde a palavra pode, pouco a pouco, encontrar lugar - mesmo quando chega fragmentada.
Aqui, o sofrimento não precisa se explicar de imediato. Ele pode existir, insistir, se repetir... até que algo dele comece a se dizer.
Trabalho a partir da psicanálise, sustendando uma escuta que não antecipa. Uma escuta que acompanha o tempo de cada um.
A travessia não é de um ponto a outro. É, muitas vezes, um deslocamento sutil, quase imperceptível, mas capaz de produzir novas formas de estar comsigo e com o outro.
Entre o que cala e o que pode se dizer, há um intervalo.
É nesse intervalo que habitamos.